Englishtown é bom? English Live? Veja aqui

Dominar um segundo idioma, principalmente inglês, deixou de ser um extra no currículo e é, atualmente, essencial a qualquer profissional minimamente qualificado, principalmente para os da área de administração. Devido à correria do cotidiano, muita gente tem dificuldade de fazer um curso de inglês presencial e, por essa razão, os cursos online têm crescido bastante. Vou falar neste post sobre um dos cursos mais populares no Brasil, a EF Englishtown. Será que o curso de inglês da Englishtown é bom? Quanto custa? Quais as vantagens e desvantagens?

Agora, a empresa passou a se chamar English Live.

Vou colocar aqui minha opinião sobre o curso, caberá a você decidir se vai fazê-lo ou não.

A Empresa English Live

A Englishtown (English Live) foi fundada em 1965 e possui mais de 450 escolas em mais de 50 países. Atua, principalmente, no mercado de cursos online, onde, certamente, é uma das lideres.

Englishtown é um bom curso de inglês?

Vantagens da Englishtown (English Live)

  • Avaliações constantes de evolução, de forma que você percebe claramente quanto está melhorando.
  • Aulas ao vivo 24 horas por dia. Dessa forma, não importa seu tempo disponível, sempre terá um professor online para auxiliá-lo.
  • Tradutor online bem fácil de usar.
  • 14 dias grátis para testar se gosta do curso.
  • O curso não tem uma duração pré-determinada. Dessa forma, você poderia, por exemplo, fazer todo o curso em um mês. Logicamente isso não é possível, já que o curso é bem completo. Mas é um ponto positivo a “velocidade” do curso depender de você.
  • No fim de quase todos os exercícios é pedido para que você faça uma redação sobre o assunto. A redação é corrigida e mandada de volta para você. O ponto positivo é que não é uma correção do tipo “atribuir nota”, o professor mostra o que estava certo e o que estava errado, bem como lhe expõe a forma correta de escrever.
  • Há um sistema de exercícios que reconhece a sua fala e verifica se a pronúncia está correta. Você só passa para o exercício posterior quando acerta o atual. Esse sistema melhora muito nossa pronúncia.
  • A qualidade dos vídeos produzidos é incrível. Os sistemas de conversação “em vídeos” são ótimos, a gente se sente em um país de língua inglesa.

Desvantagens da Englishtown (English Live)

Eu gosto do curso, em razão disso a única crítica que tenho a fazer é referente ao áudio dos professores que, em alguns casos, não é bom.

Quanto custa o curso da Englishtown (English Live)

A escola tem diversos planos com vários preços. Normalmente o que determina o preço é quantidade de professores particulares.
No momento que estou escrevendo este post, os preços estão entre R$ 139 e R$ 189, mas esses valores podem se alterar por ofertas promocionais. Para ver os preços atuais clique aqui.

Enfim, o curso da Englishtown é bom?

Eu, pessoalmente, considero que o curso da Englishtown vale a pena. Não troco o sistema online da Englishtown por nenhum presencial. Considero o curso adequado tanto para iniciantes como para avançados. Determinar a hora que quero estudar é muito importante para mim, por isso prefiro cursos desse tipo.

Contudo, se você está na dúvida se vale a pena ou não, teste os 14 dias gratuitos e veja se gosta, caso não aprove, basta não continuar. Clique aqui e veja como.

Veja este vídeo publicado pela EF Englishtown Brasil que explica um pouco mais o método de ensino:

Com base em todo o exposto, considero que o curso da Englishtown é bom, agora English Live.

O que é e qual o índice gini do Brasil

Índice Gini Brasil

O índice Gini ou coeficiente de Gini é a fórmula utilizada para medir o grau de desigualdade social. O índice gini recebe esse nome por ter sido desenvolvido pelo estatístico italiano Corrado Gini, em 1912.

O coeficiente gini varia entre os números 0 e 1, onde 0 (zero) seria uma situação de completa igualdade na distribuição de renda (todos com a mesma renda per capta) e 1 (um) que corresponde a uma completa desigualdade entre as rendas (um pequeno grupo com tudo e a maioria sem nada).

Dessa forma, quanto mais um país de aproxima do um, mais desigual em distribuição de renda ele é.

Índice Gini no Brasil

O Brasil é conhecido como um dos países que apresenta graves problemas de distribuição de renda. Tal conceito não é só impressão, o índice Gini do Brasil confirma isso.

Segundo informações da Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios (Pnad), divulgada pelo IBGE, o índice Gini no Brasil em 2011 teve o valor de 0,527 e em 2012 ficou em 0,526.

Conforme se vê, o índice Gini do Brasil vem caindo consideravelmente, contudo, ainda é considerado alto.

Veja abaixo um gráfico com a evolução anual do índice Gini no Brasil:

Índice Gini do Brasil

Processo de industrialização no Brasil – Resumo

Processo de industrialização no Brasil - Resumo

Neste artigo, apresentamos um pequeno resumo do tema processo de industrialização no Brasil.

Pode se afirma que o processo de industrialização brasileiro foi lento e tardio. Mesmo após deixar de ser colônia de Portugal, o Brasil conservou suas raízes tipicamente agrárias até meados do século XIX, como esclarece Mendonça (2011):

O processo de industrialização no Brasil, e por conseguinte da mudança de uma sociedade rural e agrária para uma urbana e industrial, iniciou-se na segunda metade do século XIX, ganhou impulso nas primeiras décadas do século XX e teve um grande salto no período pós-Segunda Guerra Mundial.

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Prosseguindo…

Como colônia, o Brasil servia unicamente para fins de “exploração” por parte de Portugal, de maneira que o que era produzido aqui servia basicamente para o sustento da coroa portuguesa. Tal condição fincou raízes profundas ruralistas no país, de forma que o processo de industrialização tornou-se tardio e bastante lento, assim como assevera Mendonça (2011):

Até o século XVIII e início do XIX, o Brasil permaneceu atado aos interesses da metrópole, sofrendo, entre outras imposições, barreiras ao nosso desenvolvimento industrial.

Sem qualquer traço de industrialização à época, a agricultura foi, por anos, a única base produtiva do país, tendo a industrialização brasileira ocorrida de maneira tardia quando comparada a outros países. Em meados do século XIX, de maneira ainda lenta, iniciou-se o processo de industrialização brasileiro:

A segunda metade do século XIX marcou o início do processo de industrialização, com a implantação de diversas fábricas. A lavoura de café era uma realidade consistente, exigindo do governo diversas obras estruturais, como a instalação de rede de telégrafos, ferrovias e navegação. Proliferaram fábricas nacionais de tecidos, chapéus, sapatos, vidros, couros, sabão e cerveja para o consumo interno. O fim da escravatura, em 1888, e a proclamação da República, em 1889, consolidaram esse processo. Mendonça (2011).

Processo de industrialização no Brasil - Resumo
Atualmente, pode-se afirmar que o Brasil é um país que, embora subdesenvolvido, possui boa base industrial, tendo a produção industrial representado, inclusive, boa parcela do PIB do país, de forma que:

A indústria é muito importante na produção de riquezas do Brasil, mensurada no Produto Interno Bruto (PIB), embora a liderança seja do setor de serviços. Em 2009, o PIB brasileiro atingiu 3,14 trilhões de reais, e a indústria foi responsável por 25,4% de todo esse valor. Mendonça (2011).

Em virtude de sua raiz totalmente agrária, sua industrialização tardia e também por condições geográficas, a agricultura ocupa ainda importante papel na economia brasileira. Tal enfoque pode ser caracterizado, por exemplo, pela crescente modernização dos processos produtivos no país, ou seja, a agricultura reveste-se de tamanha importância nas terras tupiniquins, que altos investimentos são realizados no setor, conforme Delgado (1985):

[…] são dois momentos históricos distintos no processo de modernização da agricultura. O primeiro refere-se ao aumento dos índices da tratorização e do consumo de fertilizantes de origem industrial. A utilização de forma ampla de bens, baseada na importação de bens de capital, modificou o padrão tecnológico da agricultura brasileira. Depois, a demanda de insumos e máquinas era satisfeita via importação. O segundo fenômeno refere-se à industrialização da produção agrícola com o surgimento, no final da década de 50, das indústrias de bens de produção e insumos. (DELGADO, 1985, p. 35).

Outros países em desenvolvimento parecem estar anos luz a nossa frente, não se sabe se pela nossa industrialização tardia ou por nossas características como país. Desde a década de 1990, tendo em vista a “abertura do mercado”, empresas multinacionais estabeleceram-se no país, aumentando a oferta de produtos e, também, a concorrência. Tal cenário tinha tudo para garantir um bom futuro à indústria brasileira, contudo, não é que está acontecendo.

Como vemos nos últimos anos, a indústria vem enfrentando certa “crise”, passando por momentos de estagnação ou mesmo decréscimo. Tal desempenho negativo pode levar o país ao colapso, assim como expõe artigo publicado no sitio do Valor Econômico:

A crise enfrentada pela indústria está chegando ao emprego e se não for revertida pode criar uma espiral negativa na economia, avaliou o gerente-executivo de Pesquisa e Competitividade da Confederação Nacional da Indústria (CNI), Renato da Fonseca, ao apresentar os “Indicadores Industriais” de maio. “É muito difícil uma empresa manter seu quadro de funcionários se está há quatro anos sem crescer. Se começar a aumentar o desemprego, aí as expectativas vão cair ainda mais”, disse ele.

Dessa forma, conforme exposto, o Brasil teve formação fortemente rural e, de início, servia unicamente como fonte de produção de riquezas para a coroa portuguesa. Com sua independência e desenvolvimento, entrou em processo de industrialização, mas esse se deu de maneira lenta e tardia. Atualmente, talvez pela falta de competência administrativa do executivo federal, o país enfrenta grave crise no setor industrial, crise essa que pode, e deve, afetar outros setores da economia. Que consequências serão sentidas pela população? Só o tempo dirá.

Esperamos que tenham gostado de nosso resumo sobre o processo de industrialização no Brasil!

 

Os quatro princípios da tomada de decisão na economia

Os quatro princípios da tomada de decisão na economia

Principalmente quando se trata de economia, os recursos disponíveis não são ilimitados, é importante saber administrar os recursos existentes a fim de que os mesmos não venham a faltar. Na tarefa de determinar como escolher entre os recursos à disposição temos que, invariavelmente, tomar decisões. Você sabe quais são os quatro princípios da tomada de decisão na economia? Vamos lá então!

Conforme Mankiw (1999, p. 4): “Economia é o estudo da forma pela qual a sociedade administra seus recursos escassos. Na maior parte das sociedades os recursos não são alocados por um único planejador central, mas pelas ações combinadas de milhões de famílias e empresas”.

No que tange à tomada de decisões, o professor de economia de Harvard e autor de artigos sobre o tema, N. Gregory Mankiw, determinou alguns conceitos/princípios da tomada de decisão.

Os quatro princípios da tomada de decisão na economia

Os quatro princípios sugeridos pelo ilustre professor são: pessoas enfrentam trocas, o preço de algo é o que você desiste para conseguir aquilo, pessoas racionais pensam na margem e pessoas respondem a incentivos. Vamos à análise pormenorizada de cada um deles.

Os quatro princípios da tomada de decisão na economia

  • 1º Pessoas enfrentam trocas:

    As atividades econômicas praticadas pelas pessoas são, na verdade, trocas. Como já afirmado, os recursos não estão totalmente disponíveis de forma que a escolha de um recurso, normalmente, quer dizer abrir mão de outro. Dessa forma, é de vital importância que saibamos determinar o que é realmente importante e necessário a fim de fazer as escolhas corretas. Quando fazemos compras em um supermercado com a quantidade de dinheiro limitada, por exemplo, devemos escolher o que efetivamente compraremos. Tradeoff é o termo utilizado em economia para definir essa escolha. Conforme o professor de Harvard:

A primeira das lições acerca da tomada de decisões se resume no dito popular de que ´Nada é de graça`. Para obter alguma coisa de que desejamos, em geral temos de abrir mão de outra coisa da qual gostamos. Tomar decisões exige comparar um objetivo com outro (MANKIW, 1999).

  • 2º O preço de algo é o que você desiste para conseguir aquilo:

    O segundo princípio refere-se à comparação que o consumidor deve fazer entre o ônus dispendido e o benefício recebido. Quando a pessoa resolve financiar um carro, por exemplo, ela tem que saber que não terá disponível o valor correspondente às parcelas todo mês, até terminar de pagar. Para adquirir algo, sempre é necessário abrir mão de um bem para adquiri-lo, no geral, dinheiro.

Como as pessoas enfrentam tradeoffs, a tomada de decisões exige a comparação dos custos e benefícios dos vários cursos de ação. Em muitos casos, contudo, o custo de alguma ação não é tão óbvio como poderia parecer à primeira vista” (MANKIW, 1999).

  • 3º Pessoas racionais pensam na margem:

    Por mais que tentemos, nossas opções nunca são completamente previsíveis, existem “desvios” ou, em termos econômicos, mudanças marginais, para melhor ou para pior. Dessa maneira, considerando que as pessoas racionais pensam na margem, o tomador de decisões executa a ação quando considera que o benefício marginal é maior que o custo marginal. Um exemplo prático disso é quando escolhemos um produto pela marca ou loja, pensando no “pós compra”, o produto pode ser o mesmo, mas os “extras” ou “marginais” serão diferentes. Assim,

Muitas decisões na vida envolvem a efetivação de pequenos ajustes incrementais a um plano de ação existente. Os economistas os denominam alterações marginais. Em muitas situações, as pessoas tomarão decisões melhores se pensarem na margem” (MANKIW, 1999).

  • 4º Pessoas respondem a incentivos:

    As pessoas, como visto, podem fazer escolhas. Essas decisões são tomadas calculando se o benefício é maior que o ônus, considerando, ainda, as variáveis. Assim, alterações no processo efetivamente alteram a decisão das pessoas, de forma que incentivos, certamente, causarão tal alteração. Comprar em uma loja que dá descontos em compras posteriores é um exemplo disso. Conclui-se, então, que:

Como as pessoas tomam decisões comparando custos e benefícios, seu comportamento pode mudar quando os custos ou os benefícios se alteram. Isto é, as pessoas respondem a incentivos (MANKIW, 1999).

Dessa maneira, vimos que os recursos disponíveis na sociedade, vida e natureza são, efetivamente, finitos. Devemos escolher, então, entre os que estão ao nosso alcance e, para isso, devemos fazer escolhas, ou seja, tomar decisões a fim de melhor escolhermos e administrarmos os recursos escolhidos.

 

REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS

MANKIW, N. Gregory. Introdução à Economia: Princípios de Micro e Macroeconomia. Trad. Maria José Cyhlar Monteiro. Rio de Janeiro: Campus, 1999.

Esperamos que com esse artigo você tenha aprendido um pouco mais sobre os quatro princípios da tomada de decisão na economia.

Princípios da administração pública – Resumo

Princípios da administração pública - resumo

Neste resumo dos princípios da Administração Pública buscamos dar as noções básicas necessárias sobre o assunto, sem nos aprofundarmos muito no tema, a fim de servir de objeto de estudo, principalmente, para não estudantes de direito. Vamos lá então!

A República Federativa do Brasil, como estado democrático de direito que é, rege-se por preceitos legais. No que se refere à administração pública, a obediência a tais preceitos é ainda mais necessária, pois, caso assim não o fosse, estaria a sociedade à mercê dos gostos e caprichos dos administradores.

Também em razão disso, há princípios ou conceitos basilares que devem ser observados em toda  prática administrativa. Havendo esses princípios, a própria legislação existente em um país deve estar adequada a eles, sob pena de perder sua eficácia efetiva.

Em nosso País, os princípios gerais da administração pública estão previstos no próprio texto constitucional, de forma que devem ser observados tanto pelos administradores como pelos legisladores na criação de novas leis. Conforme artigo 37 da Constituição Federal:

A administração pública direta e indireta de qualquer dos Poderes da União, dos Estados, do Distrito Federal e dos Municípios obedecerá aos princípios de legalidade, impessoalidade, moralidade, publicidade e eficiência e, também, ao seguinte: […] (grifo nosso)

Dessa forma são, no Brasil, cinco os princípios basilares da administração pública, a saber: legalidade, impessoalidade, moralidade, publicidade e eficiência. Tais princípios, principalmente entre os estudantes para concurso, são conhecidos como LIMPE. Como fica claro no citado artigo constitucional, a observância aos princípios deve existir tanto na administração direta como na indireta, nos níveis federal, estadual e municipal.

Princípios da administração pública - Resumo

Conceito dos princípios da administração pública

Carvalho Filho (2012:39-42) apresenta quadro conceituador de cada princípio:

PrincípioConceito
  • Legalidade
Toda e qualquer atividade administrativa deve ser autorizada por lei. Não o sendo, a atividade é ilícita.
  • Impessoalidade
Igualdade de tratamento que a Administração deve dispensar aos administradores que se encontrem em idêntica situação jurídica. Faceta dos princípios da isonomia e da finalidade.
  • Moralidade
Impões que o administrador público não dispense os preceitos éticos que devem estar presentes em sua conduta.
  • Publicidade
Indica que os atos da Administração devem merecer a mais ampla divulgação possível entre os administrados.
  • Eficiência
Busca pela produtividade e pela economicidade; exigência da redução dos desperdícios de dinheiro público, da prestação de serviços com perfeição e rendimento funcional.

 

Interessante notar que tais princípios não são apenas normas gerais sem aplicação prática. A inobservância de tais princípios torna o ato administrativo ilegal, tanto na administração direta como na administração indireta. Você sabe a diferença entre elas?

Administração pública direta:

O conjunto formado pela somatória de todos os órgãos públicos recebe o nome de Administração Pública Direta ou Centralizada. Pertencem à Administração Direta todas as entidades federativas, ou seja, União, Estados, Distrito Federal, Territórios e Municípios” (Mazza, Ob. Cit., p. 132).

Administração pública indireta:

O conjunto de pessoas jurídicas autônomas criadas pelo Estado recebe o nome de Administração Pública Indireta ou Descentralizada” (Mazza, Ob. Cit., p. 133).

São da administração pública indireta, portanto: Autarquias Fundações, Empresas Públicas e Sociedades de Economia Mista.

Referências Bibiográficas

Brasil. Constituição Federal. 1988. Disponível em: http://www.planalto.gov.br/ccivil_03/constituicao/constituicao.htm. Acessado em 20/03/2015.

Carvalho Filho, José dos Santos. Manual de direito administrativo. 25 ed. São Paulo: Atlas, 2012.

Mazza, Alexandre. Manual de Direito Administrativo. 2ª edição, Saraiva, 2012.

Oliveira, João Rezende Almeida e Costa, Tágory Figueiredo Martins. Instituições de Direito Público e Privado. Florianópolis: Departamento de Ciências da Administração/UFSC, 2012.

Espero que tenham gostado de nosso resumo dos princípios da administração pública.

Teoria da burocracia de Max Weber – Resumo

Teoria da burocracia de Max Weber

A Teoria da Burocracia de Max Weber teria se popularizado por volta do ano de 1940, já após a morte do autor. Max Weber, juntamente com Taylor e Fayol, está entre os principais pensadores da teoria administrativa. A teoria burocrática surgiu em clara oposição a suas antecessoras, ou seja, à Teoria Clássica e Teoria das Relações Humanas. A primeira era criticada pelo seu excesso de mecanicismos e a segunda pelo seu ingênuo romantismo.

A teoria de Max Weber foi marcante em sua época e o é até os dias atuais, tendo em vista o seu pioneirismo. Dessa forma, várias pesquisas posteriores reportam-se à Teoria da Burocracia de Max Weber ou para apoiar-se nela, ou pela criticá-la. Importante frisar, também, que a teoria da burocracia de Max Weber tem alguns traços mais ligados à sociologia do que a administração em si.

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Origem da Teoria da Burocracia de Max Weber

Teoria da Burocracia de Max WeberA teoria burocrática de Max Weber é uma espécie de organização humana baseada na racionalidade, ou seja, os meios devem ser analisados e estabelecidos de maneira totalmente formal e impessoal, a fim de alcançarem os fins pretendidos. Dessa forma, na teoria burocrática há grande ênfase na eficiência. Estudos apontam que os primeiros traços de burocracia tenham surgido ainda na antiguidade, com os códigos de conduta e normatização de comportamento entre estado e população.

No entanto, para Weber, a burocracia como a conhecemos tem suas origens vinculadas às alterações religiosas ocorridas após o Renascimento. Max Weber verificou que o sistema produtivo moderno, tipicamente racional e capitalista, teve como embrião o conjunto de normas morais da chamada “ética protestante”, que pregava o culto ao trabalho duro, poupança e aplicação de excedentes de produção.

O grande crescimento pelo qual passaram as organizações do período de Weber fez com que a Teoria Clássica e a das Relações Humanas não fossem mais capazes de suprir suas necessidades. Era imperioso que algo fornecesse mais formalidade, impessoalidade e eficiência ao processo.

Burocracia e Autoridade

A relações burocráticas são tipicamente autoritárias. Os subordinados aceitam as ordens de seus superiores por admitirem a ideia de que tais ordens estão amparadas por normas e preceitos legais. Dessa maneira, a obediência não deriva de nenhuma pessoa em si, mas sim do conjunto de normas e regulamentos estabelecidos e aceitos como legítimos por todos.

Em conceito mais amplo, a própria relação do povo com seus governantes baseia-se em preceitos burocráticos. O povo aceita as leis como legítimas por acreditar que as mesmas foram elaboradas em uma espécie de cooperação entre a própria população e seus representantes políticos.

Com isso, toda a esfera administrativa, principalmente no serviço público, serve para replicar a vontade da ideologia política em vigor. Os funcionários, ou burocratas, devem agir de maneira estritamente prevista nas normas e regulamentos que os regem. Normas e regulamentos esses criados por quem? Políticos. Concepção essa, mais claramente ligada à sociologia do que à administração.

Concluindo, toda organização administrativa de um sistema burocrata é feita de maneira a refletir a vontade política de um grupo de pessoas, nunca é totalmente impessoal.

Conceito comum de burocracia e o de Weber

No senso comum, a burocracia é vista geralmente sob uma ótica pejorativa. Quando se fala em burocracia, normalmente associa-se a ideia de grande acumulo de papeis documentais e de procedimentos vistos quase sempre como desnecessários. Na verdade, essa é a disfunção da burocracia, ou seja, um defeito no sistema burocrático, mas não é o sistema em si.

Na Teoria da burocracia de Max Weber o conceito é completamente diverso. A burocracia prima pela total eficiência da organização e, para que se alcance a eficiência, todos os detalhes formais devem ser vistos com antecedência, a fim de que não existam interferências pessoais que acabem por atrapalhar o processo.

Formalidade nas comunicações

Na organizações burocráticas as comunicações devem ser essencialmente escritas. Todas as regras e decisões devem constar em algum documento para que possam ter validade formal. Em razão disso, quando deparamo-nos com procedimentos tidos como burocráticos são cobrados vários tipos de documentos e várias vias de papéis assinados. Se não estiver documentado, não há validade!

Burocracia e divisão do trabalho

Uma organização burocrática é essencialmente autoritária e hierarquizada. Há divisão sistêmica do trabalho de forma que cada um possui cargos e funções específicas, de competências e responsabilidades distintas. Cada membro do processo deve saber exatamente qual posição ocupa e que trabalho realiza. Dessa maneira, as atribuições administrativas são altamente especializadas e distribuídas de acordo com os fins que se pretende alcançar.

Principais características do sistema burocrático

  • Autoridade
  • Hierarquia e divisão do trabalho
  • Formalidade no atos e comunicações
  • Especialização dos funcionários
  • Impessoalidade nas relações

Espero, com este artigo, ter esclarecido um pouco mais sobre a Teoria da burocracia de Max Weber.

Sistema de custos

Sistema de custos

Querendo saber um pouco mais sobre sistema de custos? Vamos apresentar noções básicas sobre o assunto neste artigo.

Faz parte de qualquer organização, dentro do processo de tomada de decisões, a existência de ferramentas que os gestores devem fazer uso visando melhorar a competitividade de sua empresa em seu nicho de atuação.

O sistema de custos é uma dessas importantes ferramentas. Tal sistema municia o gestor de informações sobre a estrutura de custos de sua organização. Trata-se, pois, de um instrumento eficaz que pode ser utilizado nos âmbitos estratégico, tático e operacional da organização.

  • No nível operacional acontece a coleta dos dados;
  • No nível tático acontece a diferenciação e classificação destes dados, de maneira a transformá-los em informações padronizadas;
  • No nível estratégico as informações fornecidas pelo nível tático são usadas para a tomada de decisões estratégicas como: quais os melhores produtos, que produtos devem ser fortalecidos ou cortados e definição de melhorias no controle de custos.

Sistema de Custos

O que é sistema de custos: conceito

O sistema de custos é, dessa maneira, a coleta, classificação e organização de dados no que se refere aos custos de serviços e produtos da organização, de forma a transformar tais informações em relatórios de dados estatísticos e padronizados.
Martins vai no mesmo sentido, afirmando que “O sistema representa um conduto que recolhe dados em diversos pontos, processa-os e emite, com base neles, relatórios na outra extremidade.” (MARTINS, 2001).

Além das características acima citadas, o sistema de custos é capaz de auxiliar no gerenciamento e monitoramento do desempenho da organização.

As organizações com grande foco na competitividade estão a utilizar o sistema de custos para os mais diversos intentos:

  • Desenvolver produtos que vão ao encontro das expectativas dos clientes e que possam render bons lucros;
  • Quais setores necessitam de melhoria continua ou descontinua no que se refere a qualidade, eficiência e velocidade;
  • Escolha de fornecedores; e
  • Melhor definição dos investimentos necessários e melhorias em determinados produtos;

É evidente que somente a utilização do sistema de custos de forma isolada não fará com que a organização alcance os fins desejados, no entanto, não há como negar que o mesmo é uma ferramenta de grande importância.

Fonte:

MARTINS, Eliseu. Contabilidade de custos. 8. ed. São Paulo: Atlas, 2001.

Importância da Gestão de pessoas nas organizações

A importância da gestão de pessoas nas organizações está do fato de serem elas, as pessoas, que formam a parte “viva” da empresa, ou seja, diferenciam um determinado empreendimento dos demais, determinando, também, a qualidade do produto ou serviço prestado.

Dessa forma, o empreendedor atento tem que determinar especial atenção ao capital humano de sua empresa. Um negócio no qual as pessoas que o compõem não estejam comprometidas com o sucesso do mesmo estará bastante inclinado ao insucesso.

É fácil conseguir tal comprometimento? Pensamos que não, daí a grande importância da gestão de pessoas nas organizações.

O que é gestão de pessoas nas organizações?

Gestão de pessoas nas organizações é o procedimento que procura valorizar as pessoas que compõem a mesma, assegurando que todos, dentro de uma organização, trabalhem de forma harmonizada com os objetivos dessa empresa, utilizando todo seu potencial produtivo para consecução de seus trabalhos.

Tal conceito não é muito antigo. Em épocas não muito distantes os colaboradores eram vistos como “materiais” da empresa, quase que como máquinas. No entanto, atualmente, as exigências do mercado forçaram as organizações a reverem tal prática e a se darem conta da importância das pessoas com as quais lidam, passando a ter um olhar mais humanizado sobre elas.

Gerir esse ambiente altamente dinâmico e complexo é o desafio e a importância da gestão de pessoas nas organizações.

Importância da Gestão de pessoas nas organizações
Gerir é administrar os recursos da organização de forma a atingir os objetivos determinados pela mesma. Dessa forma, gerir pessoas é bem mais difícil do que gerir recursos, tendo em vista que estamos falando de seres totalmente complexos e “não exatos”. Alguns procedimentos metódicos são necessários para que possamos ter uma gestão de pessoas de sucesso em nossa organização.

Gestão de pessoas – 1º Passo

Deve-se fazer um planejamento claro e preciso sobre o que a empresa faz, o que deseja alcançar e como deseja alcançar. As pessoas devem saber que toda decisão tomada na organização deve ser adotada em direção ao fim pretendido pela organização.

Gestão de pessoas – 2º Passo

A estrutura organizacional deve estar bastante clara na cabeça dos colaboradores. Cada um deve saber exatamente o que é, seu papel, responsabilidades e do que faz parte. As pessoas fazem melhor seu trabalho quando sabem exatamente onde estão e que devem fazer.

Gestão de pessoas 3º Passo

Deve haver definição exata das qualidades necessárias para execução de cada atividade. Assim sendo, cada colaborador saberá exatamente do que precisa para exercer bem sua função e, também, será mais fácil avaliar acertos e erros ocorridos no processo.

O processo de gestão de pessoas nas organizações

Para que seja realizado com sucesso, o processo de gestão de pessoas deve ser contínuo e envolver toda a organização, do empresário ao colaborador com menores responsabilidades.

Os diretores têm sua maior importância na determinação da estratégia; os lideres devem acompanhar de perto seu time, devendo mostrar vasto conhecimento sobre as dúvidas que eventualmente surgirem; e os colaboradores devem ter conhecimento exato de suas funções, bem como auxiliarem os primeiros prestando informações úteis ao desenvolvimento do processo.

Esperamos que, com este artigo, tenha ficado um pouco mais clara a importância da gestão de pessoas nas organizações.